segunda-feira, 30 de maio de 2011

O cenário de Romeu e Julieta

Passada a estréia da peça, fiquei satisfeita com o resultado do trabalho. O cenário esteve à serviço da peça,
e os atores puderam se utilizar dele como um dos meios para construir os personagens.
Gostei dele  porque fazia vezes de uma espécie biombo, já que os atores trocavam de roupa várias vezes, pois em dois fizeram vários personagens.
Tiveram cenas em que eles se trocaram atrás, teve cenas que eles fizeram o personagem atrás, sem precisar trocar de figurino, para dar o tempo certo, explorando alturas - horas apareciam somente suas cabeças. Uma hora muito engraçada é a que contracenam a Julieta e sua mãe. Seu figurino estava desenhado no cenário e era representado por bichos: uma vaca, uma cobra e uma galinha. Em conjunto com a figurinista Cris Lisot, criamos acessórios cênicos para com por o look, e que era usados pela atriz. O ator ia abrindo as faixas do cenário e a personagem da mãe ia aparecendo e desaparecendo, conforme as movia.
O banco com rodízios hora fazia parte da sacristia, onde sentavam-se os dois freis, hora era o balcão do quarto da Julieta, bastava ser apenas girado.
Seguem algumas fotos, assim como o link do facebook do ator Raulino Prezzi, onde encontram-se mais fotos do espetáculo.



Foi um trabalho muito feliz de fazer e deu tudo certo! Agradeço a equipe toda pela oportunidade!

PARA QUEM NÃO CONSEGUI ASSISTIR, HAVERÁ UMA APRESENTAÇÃO NO DIA 22 DE JUNHO NO TEATRO DO CENTRO DE CULTURA DR. HENRIQUE ORDOVÁS FILHO.

Um beijão

terça-feira, 10 de maio de 2011

Romeu e Julieta - Jamais Vós Vereis Algo Semelhante

Estreará dia 21 de maio, na casa da Cultura aqui de Caxias, o espetáculo "Romeu e Julieta- Jamais vós vereis algo semelhante". Os atores em cena serão Ana Fuchs e Raulino Prezzi.
Não comentarei muito sobre a peça para não estragar a surpresa!!! O ator comenta um pouco da peça em sua coluna, segue o link:
http://www.queb.com.br/colunas.php?id_colunista=49

O jornal O Caxiense também dá dicas do que  será o espetáculo:
O cenário que desenhei foi todo pensado a partir de um trabalho em equipe, junto com os atores e figurinista, com o objetivo principal de servir à peça. Este pretende funcionar como uma ferramenta para as ações dos personagens, os atores poderão interagir com ele. Acredito que esta relação trará surpresas a cada apresentação.

Busco embasar meu trabalho em alguns conceitos como um que dizia o cenógrafo Gianni Rato: o de que a cenografia faz parte do instrumental do espetáculo, devendo fugir do personalismo e do individualismo. Afirmava que o cenógrafo deve ter consciência de que seu papel é fundamentalmente o de um colaborador que dispõe sua criatividade, cultura e personalidade à serviço do mesmo. É claro, sem relegar seu papel a um segundo plano. Deve dar o melhor de si a uma causa com  milhares de anos de vida. ("Antitratado de Cenografia", pág. 22 e 23)

Para um bom projeto sair do papel, precisa de uma boa execução. O cenário foi feito pelo artista plástico Andre Gnatta, de Caxias do Sul.

Vale a pena conferir!!!!
Depois vocês me contam o que acharam!!!

Beijão

quinta-feira, 31 de março de 2011

FAZER ARQUITETURA, CIDADE E CENA e VIVER A VIDA

Oi!

Pretendo escrever sobre o que gosto, a começar por arquitetura, urbanismo, restauro, cenografia, música, sentimentos, desabafos, assuntos da cidade, o que vier na veneta...
Estas temáticas e outras coisas que adoro fazer, representam o que sou, fazem parte do meu ser e são indissociáveis. Sou tudo isso e se me falta música, não arquiteto, se não arquiteto não canto, se não canto, não vivo com um sentimento de plenitude e vice-versa.
Escrever tem se tornado uma necessidade para mim, entrou no grupo dessas atividades que adoro e por isso decidi fazer este blog. Além de uma vontade muito grande de falar, de expressar sentimentos, de contar histórias, protestar, rir, divulgar coisas, enfim...

Vou parecer uma anciã agora, mas vou contar como tudo começou...
Meu interesse da infância começou com a música, logo cedo pedi para a minha mãe me matricular na escola de música para estudar flauta doce. Mais tarde, na adolescência, iniciei meu estudo de violão. Passei no vestibular da UFRGS e cheguei a estudar uma ano e meio de violão clássico. Senti que não queria a música como profissão.

Neste um ano em Porto Alegre, me despertei para a cidade, para os edifícios históricos, gostava muito de caminhar e observar: aquele velho hábito de arquiteto - caminhar olhando para cima. Temos que cuidar com pequenos e desagradáveis acidentes...
Na faculdade, iniciei as atividades com o canto coral e paralelamente a isto já rolava um "violão churrasco" para mim mesma, porque tinha vergonha e várias travas para cantar. Embora haja me apresentado numa noite do "Balaio" da escola Objetivo, onde eu e meu amigo Antônio ganhamos o melhor show da noite, cantando "Carta ao Tom 74" e "Eu sei que vou te amar". Algumas pessoas ainda se lembram desta noite e comentam comigo o quanto foi legal.

Voltei para Caxias do Sul, buscando uma nova profissão e percebendo o meu interesse pela arquitetura, mesmo sem saber muito bem o que era, decidi iniciar o curso na Universidade de Caxias do Sul. Paralelamente a isto, ingressei no Coral da Universidade de Caxias do Sul, onde comecei a desenvolver este lado cantora e ainda meus primeiros passos cênicos, se se pode assim dizer. Bom, na infância queria ser atriz e fiz umas aulas de teatro...isto está em "banho-maria" de anos, mas o teatro ainda está no meus planos!

Em 2005, por uma jogada do destino (história que valeria ser contada à parte), ingressei no Coral Municipal de Caxias do Sul, onde tive o prazer de cantar até 2010, quando os compromissos arquitetônicos falaram mais alto. A participação neste coral foi muito marcante na minha vida por vários motivos, entre os quais alinhavar meu interesse pela arquitetura, música e teatro - trazendo a cenografia na minha vida. A maestrina  me deu a oportunidade de desenvolver a cenografia do espetáculo Celebration do Coral Municipal, em 2006. E a partir daí, tive muitas outras oportunidades que vou colocar no blog...aos poucos. E muitas histórias inacreditáveis de destino e conspiração dos astros em prol de algo...(tenho algumas!)

Em 2006,passei por um período de questionamento achando que não deveria ser arquiteta - estava em dois corais, além do Municipal, um octeto que cantava música sacra (Ah, que saudade também) , fazia aulas de flamenco, várias apresentações pelo coral, primeiro trabalho de cenografia, o lado FAZENDO CENA ia de vento em popa!

O lado FAZENDO CIDADE estava bombando, havia ingressado na Secretaria do Planejamento (SEPLAM) da cidade como estagiária, aprendi muito, participei de projetos importantes como o Inventário dos Patrimônio Histórico da Cidade, do planejamento do Bairro São Pelegrino, praça São pelegrino, Parque longitudinal e Plano Cicloviária para a cidade. Fazia a disciplina de laboratório de Arquitetura na SEPLAM e tenho orgulho de ter participado da primeira iniciativa da cidade em inserção da bicicleta como meio de transporte.

O FAZER ARQUITETURA ia meio "maus" . Andava meio desanimada pois não estava segura dos meus métodos. Fui fazer intercâmbio na Argentina e fui aluna de Miguel Angel Roca. Fui para lá com o intuito de afirmar minha vocação. A arquitetura era pegar ou largar! Lá me encontrei e hoje sou o que sou!
No primeiro dia de aula ele disse "En arquitectura hay que apassionarse" ou algo assim. Foi um aprendizado e tanto, voltei certa do que queria, fiz as pazes com a arquitetura e descobri que ela não deveria ser sofrimento.

Lá na Argentina aprendi a dançar tango, conheci um casal de cenógrafos italianos, nos tornamos amigos e através deles me inseri ainda mais no mundo da cenografia. Participei de um curso no Teatro Colón, que na época estava fechado para restauro. (que pena!) É claro que lá na terra dos hermanos arquitetei, dancei e cantei - participando de dois corais. No "Coral del Mundo" cantei em diversos idiomas, uma experiência fantástica!

Hoje minha vida é FAZER ARQUITETURA, CIDADE E CENA e é claro, VIVER, que é o mais importante! vou vivendo, sorrindo, aprendendo, amando, aproveitando cada momento com família e amigos, vencendo as dificuldades, aceitando os momentos tristes, e tentando seguir seu curso de uma maneira leve (tento pelo menos)
Não podemos deixar a vida passar, já dizia o poeta "é meu amigo, a vida é prá valer...e não se engane não, é uma só!